O documentário “Dharma Yatra” é parte de um projeto maior que conecta dois universos - o ocidente e o oriente – através de jornadas antropológicas e espirituais na Ásia.
Yatra é um veículo de transformação da mente ao longo de uma expedição, na busca de compreender a vida e a natureza de nosso ser. Um caminho de acesso e exploração de um universo misterioso presente ao mesmo tempo dentro e fora de todos nós. Uma prática milenar que se dá através de uma viagem externa, interna e secreta aos lugares sagrados de Buda e dos grandes mestres da humanidade.
O filme nasce da intenção de transmitir esta experiência única, tocando e trazendo benefícios a todos aqueles que tiverem contato com o documentário. Dessa forma, atua como instrumento potencializador desse veículo de transformação e prática do Dharma que é a Yatra.
Conhecer a cultura, ambiente e modo de vida da civilização mãe de Buda Shakyamuni, é a forma externa de entrar em contato com os mestres do passado. Olhar com olhos ocidentais um modo de vida que dá tão pouca importância ao tempo, que se relaciona com o viver de forma paciente, é uma experiência rara para nós, habitantes das grandes cidades turbulentas do mundo. Observar a vida manifestar tamanho senso de liberdade, paz interna e contentamento – como fazem os povos dos Himalaias – essa é a peregrinação física.
A jornada espiritual se revela no ir além de nossas zonas de conforto. Não apenas áreas de segurança material, mas de todas as noções familiares tais como identidade, auto-imagem, os próprios limites do nosso corpo. Coloca nossas certezas em cheque. Mergulhar na mente e seus obscurecimentos, honestamente, é exercitar o incerto, o desconhecido, voluntariamente. Por esse prisma, a viagem fundamental é interna.
A mensagem que o Buda Shakiamuni deixou, na forma de um caminho de oito passos, é como um barco que podemos utilizar para atravessar o grande rio de sofrimento e insatisfatoriedade no qual estamos imersos. Como tal, deve ser abandonado quando atingirmos a outra margem.
A pergunta que o budismo nos faz tem a ver com a natureza da mente e o propósito último de nossa existência. Ao se deparar com essas perguntas, o viajante na verdade realiza uma jornada pessoal. Suas descobertas são resultado de uma profunda exploração e contato direto com sua verdadeira natureza.
É um processo sutil e profundamente transformador que envolve o reconhecimento de que aquilo que experienciamos como “externo” a nós, é simplesmente o reflexo de nossos estados internos. O sagrado se manifesta como a descoberta daquilo que está sempre presente enquanto tudo muda, tanto do lado de fora como dentro de nós. Na percepção de que nossas experiências de vida encontram-se inseparáveis da mente que as percebe, e a natureza dessa mente é criativa, livre e luminosa. Essa é a maior e mais surpreendente descoberta: a viagem secreta.
Conheça o projeto, informe-se sobre os roteiros e leia mais sobre o peregrino do Dharma em www.yatri.dharma.org.br